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Você pode fugir, se esconder, você pode partir, mas não pode escapar das memórias

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O melhor beijo é aquele que foi trocado mil vezes com os olhos antes de chegar na boca.

Autor Desconhecido (via doarei-me)
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João nasceu sem chorar, levou palmada do doutor até a mãe ficar com dó. Parecia que João já veio ao mundo querendo chorar de dor, mas não queria incomodar. João comia todos os vegetais e legumes do prato. João cresceu forte e saudável, com o estômago verde e os olhos azedos pelo espinafre que engoliu ao longo da vida. João quando aprendeu a rimar, odiava o próprio nome. Odiava os colegas na hora da chamada. João, pé de feijão. João passou a odiar os contos de fada. João via girafas no céu, até que alguém disse que nuvem era água vaporizada. E João nunca mais viu uma girava no céu, por medo de contrariar. João odiava matemática, mas estudou e levou um dez por medo de reprovar. João fechava a janela do quarto quando os passarinhos acordavam, porque ele gostava de dormir sempre uma hora a mais, por medo de não conseguir assistir a aula no dia seguinte. João colocava o fone de ouvido baixo, por medo de prejudicar a audição. João reclamava quando o chiclete perdia o açúcar, e nunca passou mais de 5 minutos mascando porque detestava dentista, por medo de apodrecer os dentes. João enricou, por medo de não poder mais reclamar de nada. O João, que odiava matemática, virou engenheiro. João detestava azul, mas comprava sempre da mesma cor, por medo de mudar. João odiava a mulher que dava troco em balas, mas aceitava, por medo de ter que esperar um pouco mais na fila. João jogava as balas fora, não dava pra criança pobre nenhuma, porque não queria alimentar a vadiagem. João odiava o calor, e mandou comprar um ar-condicionado que sugava o seu nariz, porque não queria suar. João nunca montou caras no suporte do ventilador, nem ouviu como sua voz ficaria engraçada se ele tivesse gritado nas hélices. João reclamava do barulho de tábuas rangendo, e nunca conseguiu escutar o som dos netos quando eles começaram a andar. E agora o João era Seu João, um velho que nunca precisou de óculos porque nunca quis saber de ler no escuro, um homem que escutava qualquer coisa, mas preferia ser surdo a ter que ouvir todo aquele silêncio proposital, um homem que comeu todos os vegetais do prato, que não tinha uma única cárie, que era engenheiro e odiava matemática. João morreu dormindo. Por medo de incomodar.

Cinzentos. (via acrescentada)
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cuntspice:

party planner: how do you want to make your entrance?

me: image

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Limpei o vidro embaçado com a palma da mão e pude ver nitidamente: o caminho mais bonito é sempre o da ida, nunca o da volta. Sempre em frente.

Camila Costa.   (via acrescentada)
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Mas, quanta gente ainda vai precisar morrer pra gente aprender a reagir? Pra gente se tocar que, não, as coisas não acontecem só com os outros? Que dirigir quase embriagado também dá morte? Que “fazer acordo” para ganhar seguro-desemprego e furar a fila do pão também são exemplos de corrupção? Quantos estádios modernos de futebol a gente ainda vai erguer para esquecer que tem gente morrendo na fila de um hospital grotesco? Se o seu apêndice estourar no meio da Copa, amigo, imagina a festa. Eu acho que nossa cara já está dormente de tanto apanhar. Tanto que a gente quase não sente mais nada, nem por nós mesmos, que dirá pelos outros.

Gabito Nunes.       (via acrescentada)
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Claustrofobia

thiaramacedo:

às vezes esqueço

que o mundo não cabe 
dentro do meu peito.

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O “pra sempre” é feito de agoras.

Cidades de Papel. (via soutu-a)
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Não existem coincidências, existe a vontade de Deus.

Pr. Silas Malafaia.    (via dsejos)
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afaste-se daqueles que te querem por perto só quando você está por cima ✌
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